Quem Escreveu Este Artigo

roxane REGLY

Estudante de Jornalismo, último ano, repórter em impresso. Formada técnica em Informática, já deu aulas de computação em cursos básicos, e também de computação gráfica e web desing. Trabalha, estuda, trabalha, estuda... Até que sobra tempo para namorar, orar e dormir.. Ama guaraná e é viciada em subway! Blog: Blog RER
PORQUE EU NÃO ACREDITO EM SORTE...

26/09/2009 - 06:24:11


"O dia que você decide fazer é seu dia de sorte." (Provérbio Japonês)

Conversa vai, conversa vem, em um grupo de oito estudantes*, discutíamos, dia desses, coisas a toa de nossas vidas. Falávamos de faculdade, de emprego, de amigos, professores, de profissão, enfim, da vida.

Um assunto, aparentemente tolo, gerou grande polêmica. Vence na vida quem tem sorte? Ou vale mais a capacidade, a competência?

Defendo com todas as minhas forças que sorte não determina futuro. Quase ninguém concordou comigo, apenas uma pessoa.

Até argumentei, mas foi em vão. Mesa de buteco universitário, todos falando ao mesmo tempo. Deixei pra lá! No dia seguinte, acordei pensando no assunto e segui a discuti-lo comigo mesma. Foi quando, nesse momento de reflexão, surgiu a ideia desse texto.

Resolvi trazer para cá os aspectos discutidos e meu ponto de vista. Quem sabe assim, alguém tente me entender. Vamos lá...

Sor.te s.f. 1.Destino; fado. 2. ACASO. (...) 6. Bilhete de loteria ou sorteio.

A.ca.so s.m. 1. Caso fortuito; eventualidade; CASUALIDADE.

Particularmente, não acredito na sorte. Mas acredito na competência, na garra, na coragem. Nas conquistas por mérito, esforço, estudo. Diziam meus amigos que uma pessoa que conquista grandes coisas, que ocupa bons cargos ou consegue uma ótima posição tem em partes habilidade e uma grande porção de sorte.

Eu, porém, acredito que o que traz às pessoas qualquer de suas conquista é a competência e habilidade, galgada passo a passo rumo à aptidão – para não dizer perfeição, ou algo próximo disso. (Isso sem citar aspectos sobrenaturais, religiosos, etc, por que não estou aqui para discutir isso).

O principal argumento contrário à minha tese foi que, muitas vezes, várias pessoas encontram-se em um mesmo patamar em nível de competência, mas que apenas uma chegará ao objetivo, e por quê? Por sorte.

Sorte é aleatória, é casual, escolhe qualquer um sem critério, sem medida. Dizer que um candidato é escolhido a uma vaga por pura eventualidade, por mera coincidência, é deixar de considerar as habilidades desse personagem.

Creio que muito além da aleatoriedade está a competência. Falar em competência (ou a falta dela) não significa desmerecimento alheio. Todos, sem exceção, temos competências, só que diferentes. (Sobre isso recomendo o livros relacionados a Inteligências Emocionais)

Podemos não ser competentes para uma coisa, mas sermos muito bons em outras. Digo isso por experiência própria. Já vi pessoas se darem muito bem, em posições que eu me dei muito mal, e vice-versa.

O exemplo citado na conversa julgava um caso recente em que seis candidatos a uma vaga em um grande jornal da capital tinham no mesmo nível de conhecimento e habilidades, mas apenas um ficaria com a vaga. Alegaram que quem vencesse seria por pura sorte, mas isso não me convence.

Acredito que aquele que conquistar o posto será por que apresentou um diferencial em relação aos outros. Uma competência diferente, mas que se torna decisiva exclusivamente naquele posto. Pode ser o poder de adaptação à função, uma habilidade distinta, inovadora.

Todos os demais têm características iguais, que mesmo essenciais não são suficientes. Digo que sorte é o que menos tem o “grande sortudo”. Sorte seria ganhar na mega sena, preencher a cartela completa em um bingo ou tirar o primeiro prêmio em uma rifa.

Ter uma competência (leia-se habilidade, característica) é sair a frente. Por isso dedico meus dias a fazer algo novo, melhor e inovador, e me arrependo com profundidade das vezes que perco a chance de aprender ou tentar algo que poderia me fazer melhor.

Se eu acreditasse em sorte, só me importaria em fazer figa com os dedos, assim o resto aconteceria. Por não acreditar em sorte é que eu dedico horas da minha vida a cursos, livros, reflexões e argumentações.



* Texto dedicado ao pessoal participante da conversa que inspirou esse texto: Lílian G., Mariana A., Bia B., Tiago P., Tiago A., Callebe B. e Samuel C.


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